Como funciona o CDB e o que analisar antes de investir

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Antes de investir em CDB
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  • O que é CDB?
  • Como funciona o CDB na prática?

Entender como funciona o CDB é importante para quem está começando na renda fixa.

Esse investimento aparece em bancos, corretoras, aplicativos e comparações com Tesouro Selic, poupança, LCI e LCA.

Mas muita gente olha apenas para uma frase:

“paga 100% do CDI”.

O problema é que isso não basta para escolher bem.

Antes de investir em CDB, você precisa entender rentabilidade, liquidez, prazo, banco emissor, Imposto de Renda, retorno líquido e cobertura do FGC.

Neste artigo, você vai entender de forma simples como funciona o CDB e quais pontos observar antes de aplicar seu dinheiro.

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Prefere ouvir? Entenda de forma simples como funciona o CDB e quais cuidados observar antes de investir.

Se você ainda está montando sua base financeira, leia também: Reserva de emergência: quanto guardar e onde investir?.

Também vale complementar com: Tesouro Selic, CDB ou poupança: onde deixar a reserva de emergência?.

O que é CDB?

CDB significa Certificado de Depósito Bancário.

Na prática, é um investimento de renda fixa emitido por bancos e outras instituições financeiras.

Quando você investe em um CDB, você empresta dinheiro para uma instituição financeira.

Em troca, essa instituição promete devolver o valor aplicado acrescido de uma remuneração combinada.

Essa remuneração pode acompanhar o CDI, ter uma taxa fixa definida no início ou estar ligada à inflação.

Por isso, nem todo CDB é igual.

Um CDB pode ter liquidez diária.

Outro pode prender o dinheiro até o vencimento.

Um pode pagar 100% do CDI.

Outro pode pagar uma taxa prefixada.

Por isso, não basta olhar apenas para o nome CDB. É preciso analisar as condições do produto.

Como funciona o CDB na prática?

O funcionamento básico é simples.

Você escolhe o CDB, aplica o dinheiro e recebe uma remuneração conforme as regras combinadas antes da aplicação.

Normalmente, você verá informações como:

  • banco emissor;
  • tipo de rentabilidade;
  • percentual do CDI ou taxa contratada;
  • prazo de vencimento;
  • liquidez;
  • valor mínimo;
  • Imposto de Renda;
  • cobertura do FGC.

Esses pontos importam mais do que apenas a taxa anunciada.

Um CDB que paga mais pode ter prazo maior ou menos liquidez.

Um CDB com liquidez diária pode pagar menos, mas ser mais útil para reserva de emergência.

O melhor CDB não é necessariamente o que tem a maior taxa.

É o que combina melhor com o objetivo do dinheiro.

O que significa CDB pagando 100% do CDI?

Essa é uma das frases mais comuns da renda fixa.

CDI significa Certificado de Depósito Interbancário.

Na prática, ele funciona como uma taxa de referência muito usada em investimentos de renda fixa no Brasil.

Quando um CDB paga 100% do CDI, ele acompanha 100% dessa taxa de referência.

Quando paga 90% do CDI, acompanha 90%.

Quando paga 110% do CDI, acompanha 110%.

Um exemplo simples ajuda.

Se o CDI estivesse em 10% ao ano, um CDB pagando 100% do CDI renderia algo próximo de 10% ao ano antes dos impostos.

Um CDB pagando 90% do CDI renderia algo próximo de 9% ao ano.

Esse exemplo é apenas didático, porque o CDI muda ao longo do tempo.

Tipos de CDB

Existem três formas principais de rentabilidade em CDB.

1. CDB pós-fixado

O CDB pós-fixado é aquele cuja rentabilidade acompanha uma taxa de referência.

A taxa não fica totalmente definida no início. Ela varia ao longo do tempo conforme essa referência.

O mais comum é o CDI.

Exemplo:

CDB pagando 100% do CDI.

Esse tipo é usado por quem quer acompanhar os juros do mercado, principalmente quando há liquidez diária.

Se os juros sobem, o rendimento tende a acompanhar.

Se os juros caem, o rendimento também pode cair.

2. CDB prefixado

O CDB prefixado tem uma taxa definida no momento da aplicação.

Exemplo:

CDB pagando 11% ao ano.

Nesse caso, você sabe a taxa contratada desde o início, desde que mantenha o investimento até o vencimento.

A vantagem é a previsibilidade.

O cuidado é que, se os juros do mercado subirem depois, aquela taxa pode deixar de ser tão atrativa.

Por isso, CDB prefixado exige atenção ao prazo.

3. CDB atrelado à inflação

Também existem CDBs ligados à inflação.

Um exemplo seria:

IPCA + 5% ao ano.

Esse tipo busca acompanhar a inflação e entregar uma taxa adicional.

Pode fazer sentido para objetivos de prazo mais longo, mas exige atenção ao vencimento, à liquidez e à comparação com alternativas como Tesouro IPCA+.

CDB com liquidez diária ou prazo fechado

Além da rentabilidade, você precisa olhar a liquidez.

Liquidez é a facilidade de resgatar o dinheiro.

Um CDB com liquidez diária permite resgate antes do vencimento, conforme as regras do produto.

Esse tipo pode ser útil para reserva de emergência.

Já um CDB com prazo fechado prende o dinheiro até o vencimento.

Ele pode pagar mais, mas não serve para dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.

Antes de investir, pergunte:

eu posso deixar esse dinheiro aplicado até o vencimento?

Se a resposta for não, procure uma alternativa com mais liquidez.

CDB tem Imposto de Renda?

Sim.

Os rendimentos do CDB normalmente sofrem cobrança de Imposto de Renda.

A cobrança segue a tabela regressiva da renda fixa.

De forma simples: quanto maior o prazo da aplicação, menor tende a ser a alíquota de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

A tabela é:

  • até 180 dias: 22,5% sobre os rendimentos;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

O imposto incide sobre o rendimento, não sobre todo o dinheiro aplicado.

Se você investiu R$ 1.000 e ganhou R$ 100, o imposto será calculado sobre os R$ 100.

Por isso, é importante olhar o retorno líquido.

Retorno líquido é aquilo que realmente sobra para você depois dos impostos e custos aplicáveis.

CDB tem IOF?

O CDB pode ter IOF se o resgate acontecer nos primeiros 30 dias da aplicação.

IOF significa Imposto sobre Operações Financeiras.

Na prática, ele reduz o rendimento de aplicações resgatadas muito rapidamente.

Depois de 30 dias, o IOF deixa de incidir.

Para quem pretende deixar o dinheiro aplicado por mais tempo, esse ponto costuma pesar menos.

Mas para quem pode precisar resgatar em poucos dias, vale observar.

CDB tem proteção do FGC?

Sim, o CDB costuma contar com cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos, dentro dos limites estabelecidos.

O FGC pode proteger o investidor caso a instituição financeira tenha problemas.

Mas essa proteção tem limite.

O limite é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro.

Também existe um limite global de R$ 1 milhão em um período de quatro anos.

Isso não significa que você deve investir em qualquer banco sem analisar.

O FGC é uma camada de proteção, mas não substitui o cuidado com o emissor.

Também é importante lembrar que a cobertura do FGC não significa dinheiro disponível imediatamente. Em uma situação de problema com uma instituição, o pagamento pode levar tempo.

O que observar antes de investir em CDB?

Antes de investir em CDB, observe alguns pontos.

Eles ajudam a evitar decisões tomadas apenas pela taxa anunciada.

o que analisar antes de investir em CDB

1. Rentabilidade

Veja se o CDB é pós-fixado, prefixado ou atrelado à inflação.

No pós-fixado, confira o percentual do CDI.

No prefixado, confira a taxa anual.

No CDB ligado à inflação, veja o índice usado e a taxa adicional.

Mas não olhe apenas a rentabilidade bruta.

Compare o retorno líquido.

2. Liquidez

Para reserva de emergência, liquidez é essencial.

Um CDB com liquidez diária pode fazer sentido.

Um CDB com prazo fechado não deve ser usado para dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.

3. Prazo

O prazo precisa combinar com o objetivo.

Um CDB de três anos pode pagar mais, mas não faz sentido se você pode precisar do dinheiro em seis meses.

4. Emissor

O emissor é o banco ou instituição financeira que oferece o CDB.

Taxas muito altas podem chamar atenção, mas exigem mais cuidado.

Observe a instituição, a reputação, o grupo financeiro e a concentração do seu dinheiro naquele emissor.

5. FGC

Veja se o valor aplicado está dentro dos limites de cobertura do FGC.

Evite concentrar tudo em uma única instituição.

O FGC ajuda, mas não deve substituir análise.

6. Imposto de Renda

Compare sempre o retorno líquido.

Um CDB com taxa maior pode não ser tão vantajoso depois do Imposto de Renda.

7. Objetivo do dinheiro

Esse é o ponto principal.

Se o objetivo é reserva de emergência, liquidez diária pesa mais.

Se o objetivo tem prazo definido, talvez um CDB com vencimento combinado faça sentido.

Primeiro defina o objetivo.

Depois escolha o produto.

CDB serve para reserva de emergência?

Sim, mas nem todo CDB serve para reserva de emergência.

Para reserva, o ideal é buscar liquidez, simplicidade e baixo risco.

Um CDB com liquidez diária pode fazer sentido.

Um CDB com prazo fechado não é adequado para esse objetivo.

A reserva precisa estar disponível quando você precisar.

Se o dinheiro fica preso até o vencimento, ele perde a função de emergência.

CDB x Tesouro Selic

CDB e Tesouro Selic são investimentos de renda fixa, mas funcionam de formas diferentes.

O CDB é emitido por instituições financeiras.

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo federal.

No CDB, existe risco da instituição emissora, com cobertura do FGC dentro dos limites.

No Tesouro Selic, o risco está ligado ao governo federal.

Para reserva de emergência, tanto Tesouro Selic quanto alguns CDBs com liquidez diária podem entrar na análise.

O importante é comparar liquidez, risco, impostos, custos e facilidade de uso.

Veja também: Tesouro Selic, CDB ou poupança: onde deixar a reserva de emergência?.

CDB x LCI e LCA

CDB, LCI e LCA são produtos de renda fixa emitidos por instituições financeiras.

A diferença importante está na tributação.

O CDB normalmente sofre Imposto de Renda.

LCI e LCA, para pessoas físicas, geralmente são isentas de Imposto de Renda.

Por isso, não basta comparar apenas o percentual do CDI.

Um CDB pagando 100% do CDI pode parecer melhor do que uma LCI pagando 90% do CDI.

Mas, depois dos impostos, o resultado pode ficar mais próximo.

Para entender melhor, leia também: LCI e LCA: o que são e quando valem a pena?.

Erros comuns ao escolher CDB

O primeiro erro é olhar apenas para a taxa.

Um CDB que paga mais pode ter prazo maior, menos liquidez ou ser emitido por uma instituição que exige mais atenção.

Outro erro é ignorar o Imposto de Renda.

A taxa divulgada geralmente é bruta.

O que importa é o retorno líquido.

Também é comum usar CDB com prazo fechado para reserva de emergência.

Se o dinheiro pode ser necessário a qualquer momento, ele não deve ficar preso.

Outro erro é ignorar o emissor e os limites do FGC.

A cobertura ajuda, mas não elimina a importância de analisar onde o dinheiro está aplicado.

Conclusão

CDB é um dos investimentos mais conhecidos da renda fixa.

Ele pode ser útil para diferentes objetivos, mas não deve ser escolhido apenas pela taxa anunciada.

Antes de investir, observe rentabilidade, liquidez, prazo, emissor, Imposto de Renda, retorno líquido, FGC e objetivo do dinheiro.

Um CDB com liquidez diária pode fazer sentido para reserva de emergência.

Um CDB com prazo fechado pode fazer sentido para objetivos planejados.

O mais importante é não escolher o produto antes de definir o objetivo.

Primeiro entenda para que aquele dinheiro será usado.

Depois escolha o investimento.

Se você ainda não sabe qual investimento combina melhor com seu momento atual, faça também o Quiz de Perfil de Investidor.

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